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O primeiro emprego é um momento importante na trajetória de qualquer pessoa.  É a porta que permite ao jovem ingressar no mercado de trabalho e dar o primeiro passo na construção de seu futuro profissional. Esse ingresso pode ser temeroso para muitos adolescentes, já que é uma fase de transição e mais um passo para a vida adulta. Entretanto, essa nova etapa é bem importante e, quanto antes iniciar, mais fácil será seu futuro.

A entrada do jovem no mercado de trabalho marca um momento novo, em que ele precisa ativar competências muito diferentes das quais estava acostumado a exercer. E, o contato direto com o mercado de trabalho é a forma mais eficiente para apresentar ao jovem esse novo conjunto de demandas. A maneira como ele reage a cobrança ou a pressões, por exemplo, já começa a ser trabalhada.

Iniciar a vida profissional na juventude traz aos adolescentes mais autonomia e aprendizados essenciais. Ele começa a ganhar seu próprio dinheiro, desenvolve responsabilidades e melhora sua autoconfiança. Assim, o incentivo ao jovem a ingressar no mercado de trabalho cedo, e com Carteira de Trabalho assinada, é fundamental, pois garante a ele experiência, algo muito importante para o seu futuro profissional.

Encontrar a primeira oportunidade de emprego, que respeite a falta de experiência, por muito tempo, foi um grande desafio. Para transformar este cenário, foram criados os programas para jovens aprendizes. Por meio do programa, amparado pela lei de Aprendizagem, os estudantes têm a oportunidade de se tornar um jovem aprendiz.  Com acesso ao primeiro emprego, ganham a chance de entrar no mundo corporativo e desenvolver suas habilidades. 

Da mesma forma, empresários colaboram ativamente na formação de futuros profissionais, difundindo os valores e cultura de sua empresa.

O que significa ser um jovem aprendiz?

Aprendiz é o jovem que além de estudar, trabalha para se capacitar na área em que está empregado. Com isso, tem a oportunidade de adquirir experiência, aprender uma profissão e preparar-se para o mercado de trabalho. O projeto Jovem Aprendiz, desenvolvido pelo Governo Federal, tem o objetivo de incentivar empresas a ter programas de aprendizagem para jovens e adolescentes, entre 14 e 24 anos. 

Pela iniciativa, jovens que ainda não atingiram a maioridade têm a oportunidade de ter o primeiro emprego de forma legal. O que é, muitas vezes, a porta de entrada para muitas pessoas no mercado de trabalho. O jovem aprendiz pode trabalhar em qualquer área, em estabelecimentos, fábricas e em outros locais.

Para incrementar o processo, a Lei da Aprendizagem (10097/2000), que regulamenta o programa, determina ainda que todos os estabelecimentos são obrigados a empregar, de 5% a 15% do total de seus funcionários, jovens aprendizes para exercerem funções que demandem formação profissional. 

Além disso, a mencionada legislação estabelece os direitos dos jovens aprendizes. Entre eles, curso preparatório na área de atuação na empresa; salário baseado no salário mínimo por hora no Brasil e que é proporcional às horas de trabalho; trabalho registrado com anotação na Carteira de Trabalho; férias remuneradas, que devem coincidir com as férias escolares; direito a 13º salário; 2% de FGTS; vale transporte; contrato de duração de até dois anos com possibilidade de efetivação em alguns casos; e, para aprendizes do sexo masculino, caso precise se afastar para servir ao exército, o FGTS continua a ser pago.

Qual a jornada de trabalho do jovem aprendiz?

A jornada de trabalho do jovem aprendiz que frequenta o ensino fundamental é de, no máximo, seis horas diárias. Já aqueles que completaram o ensino médio, é permitida uma jornada de até oito horas diárias, desde que, neste período, sejam incluídas atividades teóricas na proporção prevista no contrato e no programa de aprendizagem.

Já as funções do jovem aprendiz são definidas de acordo com a vaga para a qual se candidatou e varia de acordo com a empresa, mas é sempre em âmbito de aprendizado e que contribuam para seu crescimento profissional.

Etapas do processo seletivo de jovem aprendiz

Para se tornar um Jovem Aprendiz é preciso passar por um processo seletivo, composto de algumas etapas. A primeira delas é a Análise de Currículo, por isso é importante um currículo bem feito para que o jovem tenha chance de continuar entre os selecionados.

Quando o currículo é aprovado, o RH da empresa faz Contato Telefônico para conhecer melhor o candidato e seu interesse pela empresa. A dica aqui é evitar responder apenas sim ou não, e dar respostas que demonstrem interesse pela vaga.

Ao passar por mais essa etapa, é a vez da Redação. O texto precisa ser bem formulado, com princípio, meio e fim e sem erros ortográficos. Já na Dinâmica de Grupo, o RH da empresa observa a intenção, a forma de comunicação e de resolver problemas do candidato.

Após ser selecionado em todas as etapas anteriores é chegado o momento da Entrevista. É nesta hora que o recrutador conhece melhor a história do candidato, seus interesses, e esclarece eventuais dúvidas.

7 Dicas para se tornar um jovem aprendiz

Faça um teste vocacional para escolher qual carreira seguir

O primeiro passo para quem quer se tornar um Jovem Aprendiz é definir em qual área deseja atuar. Isto porque, há muitas empresas que oferecem a oportunidade e que buscam candidatos alinhados com o setor em que atuam.

Quando há dúvidas em qual ramo seguir, uma boa opção é fazer um teste vocacional, que nada mais é do que um processo de autoconhecimento, que mostra quais áreas o jovem possui mais habilidades.

O teste possui diversas perguntas, que geralmente são pré-definidas, e é preciso fazer uma escolha. As perguntas envolvem gostos pessoais, ações do dia a dia, objetivos e como a pessoa encara o mundo.

Ao selecionar as respostas, o teste identifica o grupo que melhor mostra os valores e a personalidade de cada um e as profissões que se correlacionam.

Monte o seu currículo

Montar um currículo para o primeiro emprego nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso deve ser feito com cuidado e capricho. A dica é fazer um currículo simples e objetivo, que contenham informações como: dados pessoais; escolaridade e nome da escola que frequenta; atividades extracurriculares e um breve perfil do candidato, com suas principais características e afinidades. Sem contar que a escrita deve ser impecável. Por isso é bom ficar ligado para evitar erros ortográficos.

Prepare toda a documentação necessária para se tornar um jovem aprendiz

Entre os documentos necessários no processo de seleção estão a Carteira de Identidade, RG, Cadastro de Pessoa Física (CPF), Carteira de Trabalho, comprovante de residência e comprovante de escolaridade.

É bom lembrar que os estudantes devem apresentar os comprovantes de matrícula e de rendimento escolar. Os menores de idade devem levar uma autorização assinada e autenticada pelos pais ou responsáveis legais.

Pesquise por empresas que contratem jovens aprendizes na área de sua preferência

Após ter definido a área de atuação, seja por meio de um teste vocacional ou não, é importante que o jovem aprendiz busque as empresas que atuem na área escolhida. Isto porque, há muitas empresas que oferecem o programa. Assim, o candidato pode optar por uma vaga em uma área que já tenha algum conhecimento ou pretenda ter.

 

Pratique a redação

A redação é uma etapa importante na seleção. Seu objetivo é avaliar o nível de escrita e argumentação do candidato. Assim como os erros ortográficos e a capacidade de construção de ideias.

Para fazer um bom texto é importante manter alguns hábitos, como ler todos os dias, ainda que poucas páginas. A leitura melhora o vocabulário e contribui para uma melhor compreensão do funcionamento da língua.

Estar sempre bem informado, de assuntos distintos, colabora com o conteúdo do texto.

Escrever sempre que for possível é essencial. Preferencialmente à mão, pois já foi comprovado cientificamente que escrever à mão treina as redes neuronais do cérebro, facilita o aprendizado de novos idiomas, entre outros benefícios.

E, ainda, quando for escrever, é importante lembrar do leitor. É ele quem lerá o texto, que precisa estar claro, para que seja bem entendido.

Um bom exercício é fazer pelo menos duas redações por semana e mostrar para um professor ou outro profissional que possa avaliar e acrescentar dicas para melhorar o texto.

Saiba o que será analisado na dinâmica de grupo

Quando o candidato é convidado para participar da dinâmica de grupo é porque está quase alcançando sua meta de ser selecionado. Este é um momento importante, que o levará à entrevista final da seleção. É a oportunidade que tem para mostrar suas qualidades perante o recrutador no trabalho em grupo. Assim, é preciso ser participativo nas atividades, pois a empresa avaliará como é a comunicação do candidato com os outros profissionais e como ele trabalha em equipe.

Prepare-se para a entrevista

Chegou a última etapa da seleção: a entrevista. Ela pode ser presencial, pela internet ou pelo telefone. Independente da forma, é bom o candidato estar preparado para responder perguntas sobre ele, sobre o que gosta de fazer e também sobre a empresa contratante. Outra dica é trabalhar seu potencial de comunicação, ouvir e ser claro em suas colocações. Confiar em sua potencialidade para transmitir esse sentimento durante a conversa. E, mais uma vez, demonstrar interesse em trabalhar na empresa.

É importante ainda não se atrasar nunca, escolher uma roupa adequada, treinar a postura, ser verdadeiro e, se a entrevista for por vídeo, escolher um lugar silencioso, com fundo neutro e com uma internet segura. Manter a calma e não ter vergonha de falar.

Se ainda houver alguma dúvida sobre a empresa, esse é o momento de solicitar esclarecimentos. Perguntar sobre os próximos passos, caso seja selecionado. Deixar tudo claro!

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